18 de março de 2011 - 17h11

Grupo enfrenta dificuldades em empreendimentos

Jornal O Estado
 

O Grupo Bertin recentemente protagonizou reportagens na imprensa nacional acerca de possíveis dificuldades financeiras que enfrenta. Após iniciar sua trajetória no ramo frigorífico, o grupo avançou rumo a negócios nas áreas de infraestrutura e energia, tornando-se um dos participantes do consórcio que venceu a disputa pela construção da usina de Belo Monte, planeja participar da construção de 30 termelétricas e de dois trechos do Rodoanel da cidade de São Paulo. Porém, conforme a revista IstoÉ Dinheiro, o Bertin tem enfrentado dificuldades para oferecer garantias para obter financiamentos.

Sem recursos para tocar todos os projetos, o Bertin teria colocado à venda participações em seus ativos de infraestrutura que já geram recursos - como trechos de rodovias em São Paulo e Minas Gerais onde detém a concessão - e mesmo a participação em geradoras de energia. Há dois anos, os frigoríficos foram vendidos ao JBS, com ajuda do BNDES.

A sua participação em termelétricas também foi colocada à venda, conforme o jornal O Estado de S. Paulo, com algumas plantas sendo oferecidas à Cemig e à MPX, do empresário Eike Batista. Conforme o jornal, o Bertin precisa de R$ 10 bilhões para colocar todos os seus projetos no papel até 2014, sendo R$ 7 bilhões para 31 usinas. Atrasos nas obras já rendem multas ao grupo.

Recentemente, o grupo desistiu de participar da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. O Bertin ingressou no consórcio por intervenção do empresário José Carlos Bumlai, conforme a Revista Veja.

O grupo e familiares do Bumlai são sócios de uma usina em Dourados. O empresário, amigo do ex-presidente Lula, que lhe garantia livre acesso ao Palácio do Planalto, teve a regalia suspensa na gestão de Dilma Rousseff. (Humberto Marques)

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